As cidades contam suas histórias a partir do que elas preservam ou destroem. Assim também é a memória de um povo. Ao andar pelas ruas limpas, estreitas e movimentadas de Arcoverde e encontrar amigos que não víamos a tempo, bater um papo sobre teatro, textos, personagens, pessoas e dramaturgia. Parar na frente de uma casa, ver a moradora saindo e mesmo sem a conhecer, acenar com as mãos e ganhar um sorriso, são experiências que, a princípio, parecem ingênuas ou sem sentido, no entanto, o sentido é só esse e nada mais. E tudo faz sentido e está no lugar. As pessoas, os personagens, as casa, as ruas, a fiação. É só isso e tudo isso. Esse passeio feito em Arcoverde por Djaelton Quirino, Luiz Felipe Botelho, juntamente com Carol Arcoverde e Mônica Silva, trouxe frescor na memória e inspiração para a escrita.