Andar pelas ruas do Recife foi perceber que estávamos pisando em anos de histórias dos nossos antepassados que, por hora ou por conveniência, às vezes é exaltada, outras tantas, é demolida e apagada dos livros e da memória da população. E é sobre esse pedaço de terra banhada pelo mar que revisitaremos alguns lugares, becos, ruas e casas para poder voltar no tempo e nas histórias de infância vividas por Luiz Felipe Botelho, para que o escrever neste processo imersivo e criativo se torne sentido e as escritas passem pelo corpo e pelo poético dos dramaturgos envolvidos no processo e ganhe um aspecto sinestésico, em que, corpo e mente estarão integradas ao passado, presente e um possível futuro que, deste poderão emergir histórias, pessoas, situações e personagens. Foi assim, com olhares atentos, que os dramaturgos, Djaelton Quirino e Luiz Felipe percorreram as ruas do Recife.